Amor, amor, amor, amor. Somos direcionados a querer amar um
outro loucamente, a se dar de corpo e alma ao tão sonhado amor. A medida que
nossas ilusões nos tomam, vão tomando conta de nossos corações, as decepções se
tornam recorrentes, a gente para e se pergunta qual é o problema. Você. Apenas
você. Nos preocupamos demais em depositar todas nossas fantasias, ideais e
expectativas em alguém e esquecemos do principal, nós mesmos. Ninguém poderá
ser capaz de se encaixar perfeitamente na sua ideia de amor, o nome já diz, é
ideia, ideal. O ideal foge da realidade. E sem enxergar nos amarguramos, nos
desesperamos, nos damos a pouco. Até que um dia percebemos que nós podemos nos
amar. Nos responsabilizamos pelas nossas escolhas e só assim podemos perceber a
nossa própria existência e companhia. É maior. Somos nossos. Se um dia o amor
vier, ótimo. Se não, ele já existe, está em você.
Não é fácil. Dói. Muito, na verdade. Mas é prática. Exercícios
e quedas. Até que um dia se torne natural, leve. Vou parar de escrever por
aqui, ainda estou aprendendo. Um dia talvez eu volte a esse texto.
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