Talvez não haja no mundo paradoxo maior do que eu. As atitudes são divergentes, não falo de hipocrisia, no meu caso é dúvida. As vezes sou amor, as vezes não quero sentir. Isso me dá medo. Medo do final da história. Sinto como se houvesse duas num só corpo. Opiniões se fazem contrarias, partes opostas lutam para obter singularidade. Sei que intimido os próximos, mas não só a eles. Eu me intimido!
Corrói. Dúvida corrói. Marca e te faz frio como vento de inverno. Nenhum sorriso convence.
Torno-me enigma. Faço-me turva. Não me enxergo.
Nesse momento me encontro só. Mas veja! Pessoas passam em ritmo frenético a minha frente e simplesmente não me veêm. Escrevo como forma de grito. Me esclareço nas palavras. Auto-ajuda. Repare! Vagueio em letras, mudo de assuntos, me carece coesão. Aos poucos decifro-me em pequenos aspectos. A antítese do meu ser continua ativa. Percebi que amedronto pela minha frieza diante do sentir, já que o sentimento é tão popular afasto-me do normal. E o "anormal" assusta, deixa espaços, não completa. Porém, de longe quem vê minha frieza não sabe da existência do fogo que há no interior de mim.
Oponho-me.