terça-feira, 6 de março de 2012
Outro conto sobre a relatividade do tempo
O olhar para trás faz você perceber o quanto o que marcou se faz presente no ontem e sempre. Passaram-se dois anos e parece que há algumas horas, na grama da rua, aquela voz rouca, descompassada e insegura me falou: " Não sei que rumo tomou nossa vida. Você já não é a mesma, nossas realidades já não se cabem. Melhor a gente se encontrar em algum espaço no futuro." Nesse momento, pra mim, o tempo parou. A relatividade da sua essência tomou o pior sentido. O medo se faz presente e o passado se tornou hoje perpetuo.
Dias Brancos
Dias brancos invadem a minha rotina, as fazem um tanto mais difícil.Ninguém na rua, tudo numa só cor, nada vívido. O simples fato de ser só torna-se solidão. Previsões aconselham ficar em casa, mas o que fazer quando seu mundo particular se resume a um comodo, um café no canto da mesa e o profundo olhar pra si?
Procuro abrigo, não acho. Procuro sorrisos, estão escondidos em faces glaciais. Quero cor, tudo branco. E sobre o som? Silêncio. Transformo-me em casulo e percebo mundo em mim, porém, eu em nenhum mundo. Pertenço a mim mas meus pensamentos são construtos dos outros, e mesmo assim ainda meus. Enquanto traduzo pensamentos em palavras o silêncio de outrora é quebrado pelo gritante tic tac do relégio. Soa como bomba eterna. E em todo caos de pensamento tenho calma. Dias brancos passam paz na visão e fúria em reflexos de mente.
Procuro abrigo, não acho. Procuro sorrisos, estão escondidos em faces glaciais. Quero cor, tudo branco. E sobre o som? Silêncio. Transformo-me em casulo e percebo mundo em mim, porém, eu em nenhum mundo. Pertenço a mim mas meus pensamentos são construtos dos outros, e mesmo assim ainda meus. Enquanto traduzo pensamentos em palavras o silêncio de outrora é quebrado pelo gritante tic tac do relégio. Soa como bomba eterna. E em todo caos de pensamento tenho calma. Dias brancos passam paz na visão e fúria em reflexos de mente.
Assinar:
Comentários (Atom)