segunda-feira, 28 de abril de 2014

Não ser.

Saudade dos sorrisos nas madrugadas.
Dos carinhos do dia.
Das cartas gravadas na memória.
Do amor que corria naturalmente nas veias.

O amor já passou. Mas o coração ainda chora na impossibilidade de ser.
Outros braços, outros carinhos, outras respirações, outras madrugadas, outros dias.
Nenhum igual ao teu.

Nada me rouba como você.
Nada me traz a mim como você.
Amar é uma atitude corajosa,
amar depois do amor é solidão.
Mas, mais ainda,
é a dor de se reconhecer em alguém que não é mais.

Só. Dó. Dor.

Grande Mundo

O mundo é grande, Raí.
O mundo é dono dos oceanos que não cabem em mim.
Dono dos céus que vivem além de mim.
Tão grande, Raí, que se divide em mim e em ti.

Mas pra aproximar toda a distância basta alguém dizer do outro lado do mundo grande que a saudade aperta.
Ah Raí, nessa hora não tem mundo grande certo que segure o coração do poeta.
Coração maior que o mundo.
Coração que começa a inflamar pra dizer que o mundo é grande,
só não é maior que o amar.