domingo, 30 de novembro de 2014

Sobre ser só.


   Amor, amor, amor, amor. Somos direcionados a querer amar um outro loucamente, a se dar de corpo e alma ao tão sonhado amor. A medida que nossas ilusões nos tomam, vão tomando conta de nossos corações, as decepções se tornam recorrentes, a gente para e se pergunta qual é o problema. Você. Apenas você. Nos preocupamos demais em depositar todas nossas fantasias, ideais e expectativas em alguém e esquecemos do principal, nós mesmos. Ninguém poderá ser capaz de se encaixar perfeitamente na sua ideia de amor, o nome já diz, é ideia, ideal. O ideal foge da realidade. E sem enxergar nos amarguramos, nos desesperamos, nos damos a pouco. Até que um dia percebemos que nós podemos nos amar. Nos responsabilizamos pelas nossas escolhas e só assim podemos perceber a nossa própria existência e companhia. É maior. Somos nossos. Se um dia o amor vier, ótimo. Se não, ele já existe, está em você.

   Não é fácil. Dói. Muito, na verdade. Mas é prática. Exercícios e quedas. Até que um dia se torne natural, leve. Vou parar de escrever por aqui, ainda estou aprendendo. Um dia talvez eu volte a esse texto.