Considerações Iniciais:
1- No que eu escrevo não há linearidade e coerência.
2- Esse é um texto de dor de cotovelo.
3- Não me admito.
4- Estou ouvindo Último pôr-do-sol (Lenine)
21 de Agosto de 2010
Do pecado nasce a constância de pensamentos. Pois é, sabe aquele dia que sua vida muda completamente? Se não sabe é porque seu dia ainda não chegou. O que de fato vale dizer é que esse foi o dia em que minha vida mudou. Se foi pra melhor ou pra pior, bem, não tenho certeza. O ponto é: A mudança trouxe certeza e dúvidas. Hoje tenho a certeza de que viver é algo incrível, e devo esse esclarecimento a alguém. Já as dúvidas que ficaram é exatamente sobre esse alguém.
Já na meiada da tarde, estava eu sentada atenta a qualquer bobagem que estivesse passando na TV. Escuto o portão abrir e percebo a presença dos novos vizinhos. Nada demais, ignoro. Momentos depois o sol estava tão perto de mim, aquela luz nítida e bonita saia do seu sorriso. Dali por diante, em mim, se instaurou algo bom, muito bom por sinal. Talvez não sinta isso nunca mais. A partir desse dia o tempo avançou de uma forma surpreendente. Talvez por insegurança eu não tenha expressado o que, de fato, eu sentia. Errei, pelo menos é o que eu acho. Ainda hoje tenho em minha mente seus gestos, seu sorriso, sua voz, suas bobagens, suas mentiras, seu cheiro, seu corpo, nós dois. Permaneço no erro. Sentimento assim só é bom quando é bilateral, talvez um dia até tenha sido, mas hoje sei que não é. Daria tudo pra te ter de novo, ninguém me faz tão bem quanto você me faz.
Lembro do último dia que eramos um só. Dezoito de dezembro de dois mil e dez. A lua lá no alto viu o fim de camarote. Não o fim consolidado mas o começo do fim. De lá pra cá nunca mais saiu da minha mente "a lua nascendo por entre os fios dos teus cabelos, por entre os dedos da minha mão". E o tempo que antes avançava freneticamente, hoje se faz lento. Admito, já tive muitos 'amores' nesse meio tempo mas lembro de você com frequência. Até posso dizer que no minimo uma vez por semana. Pelo que me parece você se infiltrou por cada lugar que eu passo, chama meu nome a cada esquina e quando eu olho ao redor, ninguém. E o fim da história? Não sei, acho que já acabou.
Ainda escuto as ondas quebrarem nas pedras. Percebo que o pensamentos acerca de você permanecem vivos, tornam-se constantes e formam uma reta sem fim.