domingo, 6 de maio de 2012

Redenção à loucura

Ontem eu não vi a lua. Todos a saudavam como um ritual pagão de adoração a natureza, porém, eu não. Estava andando de cabeça baixa e a gravidade me obrigava a só perceber o mundo abaixo dela. Isso me trouxe redenção, porque quando o ser humano se limita ao submundo do real ele experimenta a loucura. E digo loucura no seu sentido literal. O terror toma conta do ser. Todo o controle que você acha que tem sobre si se esvai, a loucura dói. Quase uma crise de histeria de cinema- perda de movimentos, presenças imaginarias a seu redor, tontura na percepção do mundo e outros sintomas de não-controle do ser. Experimentei dolorosamente a loucura e não vi a lua. Diante do acontecido meu eu se tornou dúvidas, cujas já existiam, todavia agora são intensas, de modo que não respondidas ou esquecidas levarão a loucura perpétua. Espero, de fato, a claridade da lua pra iluminar a escuridão que esse dia trouxe a minha mente. Olharei o satélite, pois. Adorarei o ritual assim como os outros e espero que isso me traga esclarecimento.

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