sexta-feira, 10 de junho de 2011
Não há ciclos
É só na hora da morte que você percebe o quanto a vida vale a pena. E também percebe, de fato e verdade, que tudo que se define por matéria fica aqui. O que antes era sua vida, seu ser, em um momento rápido se transforma apenas em carne podre. Tudo fica. Seu corpo, sua casa, seus papéis, seus amores. O que resta? Lembranças na memória de quem permanece em vida. Mas é angustiante saber que suas lembranças também irão embora, cronos engole a vida e a morte. Depois de gerações que se passam você não existirá mais nem em retratos de parede, nem em memórias. Você sabe quem é seu tataravô? Conhece quem saiba? Pois é... Se é que o espirito permanece vivo, permanecerá sozinho pois até além há desencontros. É, meu caro amigo, mesmo que sobre lembranças, um dia tudo acaba. E é o fim de todos. Fechamento de ciclos inexistentes. Nada, absolutamente nada, é pra sempre. Ou ao menos lembrado pra sempre.
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